
"As chuvas torrenciais que caem sem cessar na Ásia há cerca de um mês já mataram ao menos 1.905 pessoas na China e no Paquistão. As inundações e os consequentes deslizamentos de terra deixaram ainda mais de 320.000 desabrigados nos dois países mais atingidos. O mau tempo também dificulta o socorro às vítimas - são mais de 14 milhões de pessoas afetadas no total - aumentando o pânico e o desespero de parentes que procuram por familiares sob os escombros.
Desde o último sábado, a China enfrenta um dos piores deslizamentos de terra de sua história, devido às chuvas - 702 mortes foram confirmadas e 66% do país permanece sem energia elétrica. De acordo com a rede britânica de notícias BBC, 300 prédios foram soterrados por uma espessa parede de lama. Cerca de 7.000 soldados, bombeiros e médicos trabalham nas buscas dos 1.042 chineses que ainda continuam desaparecidos na região de Zhouqu, no noroeste do país. Os soterramentos aconteceram logo após parte de uma montanha no distrito se soltar, cobrindo casas e destruindo tudo. Já foram resgatadas 218 vítimas com ferimentos leves e 41 em estado grave.
Paquistão - Entre a população paquistanesa, o drama causado pelas inundações permanece, agravando a pior tragédia natural do país. Cerca de 13,8 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuvas, que não devem parar de cair tão cedo, de acordo com a meteorologia - 7 milhões dessas vítimas estariam precisando de socorro imediato.
O Departamento de Desastres do Paquistão informou nesta terça-feira que já foram confirmadas as mortes de 1.203 pessoas e que outras 1.317 sofreram algum tipo de ferimento. Cerca de 288.000 residências foram evacuadas e mais de 278.000 pessoas tiveram de ser resgatadas na última semana, quando as tempestades se intensificaram. "É uma catástrofe de grande magnitude", disse John Holmes, subsecretário-geral para Assuntos Humanitários e Ajuda de Emergência da ONU." - Revista Veja online
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